O IMPACTO DOS NOVOS SUPORTES
INFORMACIONAIS.
Grupo 5:
Elisabet Cristina P. Santos
Rodrigo Moreira Garcia
Rodrigo Rabello
da Silva
MUITO ANTES...
Pedra gravada encontrada no Saara (55 x 31 x 17 cm) - c. 5000 a.C. Imagem pré-histórica de três pássaros rupestres (gravados na rocha). Desenhos e símbolos gravados em superfícies são muito anteriores à escrita propriamente dita e representam uma forma de comunicação.
Peças de argila ("tokens") da Mesopotâmia (dimensões variadas: 3,6 a 5,7 cm) - c. 5000 a.C. As peças de argila, chamadas "clay bullae" ou "tokens", contêm registros simbólicos ou numéricos. A função é controversa, mas envolve contas de produtos (quantidade de cereais e animais, por exemplo). Os "tokens" mostram uma crescente complexidade social (acúmulo de bens nas mãos de pessoas ou grupos específicos), no período entre a Revolução Neolítica e o surgimento da estrutura urbana. Eles representam uma ponte entre o mundo sem escrita da pré-História e o mundo da escrita cuneiforme, ocorrendo de 8000 a.C a 3000 a.C. São as peças que apresentam a mais direta relação com a escrita. A região da Mesopotâmia é o atual Iraque.
Até peça em osso de animal com motivos geométricos (11,5 x 7 cm) – a.c. 1751 - 1511 a.C, serviram de suporte.
A China é um dos berços da escrita e o mais antigo sistema de escrita em uso. Este osso mostra padrões geométricos com motivos religiosos ou de posse e a constituição de padrões de registro que tanto precedem como convivem com a escrita chinesa.
Tabletes em argila do período do Rei Ammisaduqa (6,5 x 14,5 cm e 7,4 x 15,2 cm) - c. 1649-1638 a.C. – Mesopotâmia. Os dois tabletes revelam a memória de um julgamento ocorrido há milhares de anos. Um sacerdote e um militar herdaram alguns bens do pai e passaram a disputar na justiça mesopotâmica questões relativas a imóveis. O sacerdote Iddin-Ninourta (sacerdote do deus Ninourta) processa Dadatoum e outros parentes entram no processo que se arrasta por quase onze anos. O primeiro tablete registra uma primeira decisão judicial, mas o processo se arrasta por muitos anos e o segundo tablete registra uma decisão final, datada de 1638 a.C. O processo ocorre, provavelmente, na cidade mesopotâmica de Sippar, atual Abu Habbah (Iraque).
Até que Surge o papiro, no Egito, por volta
de 1300 a.C.
Também o Pergaminho - Pele de cabra, de ovelha ou de outro animal, macerada em cal, raspada e polida, que serviu de material de escrita, e também de encadernação, e cuja utilização determinou a forma de códice que passou a ter o livro manuscrito.
O CÓDICE foi a
Forma característica do manuscrito em pergaminho, semelhante à do livro
moderno, (e assim denominada por oposição à forma do rolo). O 1º GRANDE
IMPACTO. Mas, casca de árvore, entre outros materiais
tiveram a forma de códice.
O formato em
CÓDICE revolucionou a forma de ler, facilitando a leitura.
Livro de adivinhação em alfabeto batak (25,5 x 18 cm) - séc. XIX Indonésia
O alfabeto batak é composto por 19 letras e é
originário do sudeste asiático. Trata-se de um tipo de livro que aborda
questões relativas à magia, adivinhação e medicina.
Passa-se um tempo e o PAPEL, criado pelos chineses (assim como a pólvora e o macarrão), chega a Europa e é amplamente difundido.
Gutemberg inventa uma “maquininha” e revoluciona
a “arte” de fazer livros.
GUTENBERG, Johann Gensfleish (1397
?-1468) - Nascido na cidade de Móguncia (Alemanha), no seio de uma
família bastante próspera, é a ele que se deve a criação do processo de
impressão com caracteres móveis - "a tipografia". Tanto o seu pai
como o tio eram funcionários da Casa da Moeda do arcebispo de Móguncia, sendo
provavelmente ali que Joahann aprendeu a arte da precisão em trabalhos de
metal. Em 1428, Gutenberg parte para Estrasburgo onde procedeu às primeiras
tentativas de imprimir com caracteres móveis e onde deu a conhecer a sua ideia.
Nesta cidade terá, provavelmente, em 1442, impresso o primeiro exemplar na sua
prensa original - um pedaço de papel, com onze linhas. Em 1448 voltou a
Mogúncia. Aqui, em 1450, conhece Johann Fust, homem de dinheiro, que lhe terá
emprestado 800 ducados, exigindo-lhe a participação nos lucros da empresa que
então formaram e a que deram o nome de "Das Werk der Buchei" (Fábrica
de Livros). A sociedade ganhou pouco tempo depois um novo sócio, Pedro
Schoffer. Terá sido este que descobriu o modo de fundir e fabricar caracteres,
aliando o chumbo ao antimónio, devendo-se a ele também uma tinta composta de
negro de fumo. Mas é a Gutenberg que a história atribui o mérito principal da
invenção da imprensa, não só pela ideia dos tipos móveis mas também pelo
aperfeiçoamento da prensa (a prensa já era conhecida e utilizava-se para cunhar
moedas, espremer uvas, fazer impressões em tecido e acetinar o papel). Nos
primeiros impressos então produzidos contam-se várias edições do
"Donato" e bulas de indulgências concedidas pelo Papa Nicolau V. No
início da década de 1450, Gutenberg iniciou a impressão da célebre Bíblia de
quarenta e duas linhas (em duas colunas). Com cada letra composta à mão, e com
cada página laboriosamente colocada na impressora, tirada, seca e depois
impressa no verso, parece quase impossível que alguém tivesse coragem para
começar. Ao que parece Gutenberg estaria a imprimir trezentas folhas por dia,
utilizando seis impressoras. A Bíblia têm 641 páginas, e pensa-se que foram
produzidas cerca de trezentas cópias, das quais existem cerca de quarenta. Nem
todas as cópias são iguais, tendo algumas no início de novos capítulos, letras
pintadas à mão, em caixa alta. Os peritos reconhecem que a Bíblia foi impressa
em dez secções, o que significa que Gutenberg deve ter possuído tipos
suficientes para imprimir cerca de 130 páginas de cada vez.
Mais tarde, em 1455, depois de realizada esta impressão, a sociedade desfez-se
por diferenças de interesses e direitos, suscitando-se entre Fust e Gutenberg tal
dissidência que a justiça teve que intervir. Como consequência do julgamento e
como compensação pela dívida, Fust ficou com a impressora, os tipos e as
bíblias já completas, ou seja, todo o negócio de Gutenberg. Terá sido também em
1455 o ano de publicação da "Bíblia de quarenta e duas linhas".
O primeiro livro a ser impresso (nos primórdios da imprensa), sécs. XV e XVI, no Ocidente foi a Bíblia e continuou a ser o livro mais impresso por muitos séculos...
TECNOLOGIA
DA INFORMAÇÃO
A tecnologia de informações é um instrumento essencial para o avanço e a difusão do conhecimento. Vivemos a iminência do surgimento de tecnologias cada vez mais sofisticadas na revolução digital, capazes de afetar profundamente a vida acadêmica. Há possibilidade real de que em 2020 surja um chip viabilizador de um trilhão de operações por segundo ¾ o que corresponde a colocar em alguns milímetros cúbicos a capacidade de processamento do cérebro humano
Esse processo mobiliza as atenções da academia moderna. Estamos diante de uma revolução irreversível, que John Brockman, idealizador do site, chamou adequadamente de "terceira cultura", capaz de aproximar a elite científica de si mesma e do público, estimulando a troca intelectual.
Há possibilidades de avançar cada vez mais na digitalização dos acervos bibliográficos e teses, colocando-os à disposição dos interessados em programas de disciplinas.A pesquisa, a experimentação e a aprendizagem continuam dependendo bastante da freqüência presencial, e é bom que assim ocorra. A vivência no campus favorece a construção de relacionamentos, valores, afirmação de identidade, experiências culturais. Mas a informática, em todos os seus aspectos, é um instrumento complementar de grande valia.
SURPREENDENTE (ADMIRÁVEL) MUNDO NOVO
Houve, na história, duas transições fundamentais: uma da palavra falada para a palavra escrita, que permitiu as primeiras revoluções, e uma segunda, a partir de 1500, da palavra escrita para a palavra impressa. Vivemos hoje um fenômeno semelhante com a palavra digital
A palavra impressa provocou uma revolução científica até 1800 e uma revolução tecnológica que começou a partir de então, durando até hoje. Porque tornou acessível uma quantidade de informações que estava reservada para uma minoria.
O crescimento do volume e dos meios de acesso às comunicações exige uma nova atitude mental das pessoas e das instituições. Há mudanças em marcha irreversível que não podem passar despercebidas. Tomemos alguns exemplos para dar ênfase a esta necessidade de observação.
O grande desafio que teremos pela frente será como preparar nossos quadros de referência para lidar com essa quantidade de informações e saber selecionar o que precisamos, dentro da extraordinária disponibilidade existente.
Percebemos a existência de uma elite de inovadores na área de informática. Essas pessoas constituem uma família que lida com tecnologia mais avançada e acompanha a fronteira da tecnologia. Lembremo-nos sempre de que a tecnologia é um meio a serviço da humanidade e não o oposto.
MUDANÇA DE ATITUDES
É necessário mudar a mentalidade dos usuários.
Uma conferência e um debate realizados em tempo real com interatividade entre o MIT e a USP revelaram que a tecnologia de informação é um componente a ser incorporado no processo pedagógico e de formação de lideranças.
A quase totalidade da literatura descreve as redes digitais de informação/comunicação como ferramentas poderosas para o trabalho científico, com possibilidade de transformar completa e favoravelmente as estruturas e dinâmicas da prática acadêmica (Demo, 1997; Educom, 1996; Educom, 1995; Roszack, 1994).
Alguns dos artigos produzidos sobre o tema (DeSieno, 1995; Schwimmer
1996; Harrison & Stephen 1996a, 1996b) permitem elaborar uma breve relação
descritiva das dificuldades para a incorporação das redes digitais (em especial
a Internet) no mundo
dificuldades para comprar, instalar e dar manutenção à base material básica e
infra-estrutura da rede (computadores, programas, conexões); custo elevado dos
investimentos iniciais para a instalação de redes.
Resistência por parte dos integrantes da academia para aprender e desenvolver essa nova tecnologia. Tal resistência está relacionada à percepção de que essa tecnologia requer esforço e tempo desmedidos em comparação aos benefícios a serem obtidos
Na procura de componentes teóricos que possam ajudar a dimensionar os elementos mencionados sobre a incorporação de redes digitais e explicar o aparente descompasso entre a promessa e a implementação, temos:
"tecnologias da inteligência"
(Lévy 1993, 1997);
Interpreta a relação entre as
formas de representar/intercambiar conhecimento e as dinâmicas e organizações
sociais que produzem esse conhecimento; teórica centrada nas mudanças
tecnológicas relacionadas à esfera do cognitiva.
"teoria crítica da tecnologia"
(Feenberg, 1991, 1995).
Em primeiro lugar, permite uma referência mais ampla da tecnologia em geral na sociedade contemporânea e, em segundo, abre uma perspectiva distante do determinismo que desempenha um importante papel tanto nas análises científicas e filosóficas sobre tecnologia, quanto nas visões de mundo atualmente hegemônicas.
O E-BOOK
O e-book ou livro digital é, em síntese, um livro
eletrônico para ser lido, em tela cheia, no monitor do seu computador.
Do seu computador de
mesa (desktop PC), laptop PC e computadores portáteis que utilizem os sistemas
operacionais Windows ou Macintosh.
Entre outros
dispositivos ou equipamentos eletrônicos, inclusive telefone celular, com
outros sistemas operacionais ou programas específicos para visualização,
leitura e navegação em e-books ou livros digitais.
Embora plenamente
adequado a qualquer computador de mesa (desktop PC) com o sistema operacional
Windows, de acordo com o dispositivo, programa e/ou software de leitura
utilizado, pode haver restrições quanto à transferência de livros digitais para
palmtops.
Para que você possa
visualizar, ler e navegar, no seu computador, pelo livro digital ou e-book
adquirido, se faz necessário o software de leitura chamado 'Leitor/Reader', indicado
pelo autor ou pela editora que está
disponibilizando ou comercializando e-books ou livros digitais.
Além de gratuitos,
esses programas ou softwares de leitura e navegação de livros digitais ou
e-books são de facíl e rápida instalação em seu computador, através da conexão
direta, via Internet, com seu fabricante, invariavelmente indicada e
disponibilizada no site do autor ou da editora.
O e-book ou livro
digital, por ter sido idealizado para leitura em seu computador ou outro
dispositivo de leitura, pode haver restrições quanto sua impressão propriamente
dita pelo comprador.
Todavia, se
autorizada pelo autor ou editora, o comprador poderá fazer uma única impressão
de todo livro digital, para seu uso pessoal e exclusivo.
Sendo
expressamente proibida sua distribuição (cópias), sem a prévia autorização, por
escrito e detalhada, do autor ou da editora.
O livro digital ou
e-book é uma cópia exata do livro impresso quando disponível, obedecendo às
mesmas leis e penalidades vigentes no país no que se refere aos direitos
autorais.
VANTAGENS DO
E-BOOK EM RELAÇÃO AO LIVRO IMPRESSO
Além de muito mais
barato do que o livro impresso, inclusive sem quaisquer despesas de frete,
remessa ou envio, a outra grande vantagem do livro digital é o espaço físico,
bem como, sua leitura e manuseio pelo comprador.
Pode armazenar
dezenas ou centenas de livros digitais em seu computador ou em outro
dispositivo de leitura. Ao contrário do livro tradicional, impresso, o livro
digital ou e-book igualmente incorpora todas aquelas facilidades intrínsecas à
informática.
CARACTERÍSTICAS
DOS E-BOOKS OU LIVROS DIGITAIS
Formatados e
comercializados em PDF, Portable Document Format, criado pela Adobe Systems,
por ser esse o formato ideal para publicações eletrônicas em geral.
O Acrobat Reader pode
ser carregado em qualquer computador pessoal i486 ou Pentium que utilize o
sistema operacional Windows 95, Windows NT 4.0 ou superior.
Esse específico
'Leitor/Reader' - o Acrobat Reader -, exige 16 MB de memória RAM - embora 24 MB
seja recomendável -, e 10 MB de espaço disponível em seu disco rígido.
UM LEITOR DE LIVROS SE ADAPTARÁ AO LIVRO ELETRÔNICO?
É incerto, porém é possível que uma geração futura possa se acostumar a ler os e-books, pois esses com certeza ainda vão evoluir bastante. Por enquanto, a grande vantagem são o preço (cada livro sai em média de 50 a 60 % mais barato), que torna-se menor devido à economia com impressão, distribuição, etc. ...
Oura vantagem é que o e-book pode acabar com um sério problema no mundo editorial: é que as livrarias nunca sabem as quantos exemplares vão vender, com isso há diversos títulos encalhados e outros tantos em falta.
O argumento de que via Internet, o e-book é melhor distribuído não é válido num mundo onde apenas 6% da população possui acesso à Internet. Sendo assim, o livro de Gutenberg ainda terá uma longa vida.
“[...] propiciará a qualquer pessoa publicar o que quiser, os editores do livro de papel terão de descer do pedestal. Ao se editar um livro comum, o escritor tinha de se submeter a uma penosa trajetória: correr atrás de um editor e entregar os originais até chegar à publicação do primeiro livro”. (Janer Cristaldo).
Além de eliminar obstáculos, tais como os do percurso
entre o autor e o leitor, editor, gráfica, distribuidor e livreiro que
constituem 90% do custo do livro, a idéia de se disponibilizar os textos on-line
e/ou da “extinção” do livro interfere no status de alguns escritores e
na preocupação com os direitos autorais.
“[...] quanto
à editoração, tendo em vista o aparecimento do e-livro não é possível
delinear-se até que ponto essa nova tecnologia será determinante para o seu
futuro. Posto que atualmente é consenso que os meios devem completar-se e não
servirem de exclusão”. (Santos
et al)
Discute-se hoje que a editoração terá que se adaptar à nova tendência de cooperação entre bibliotecas digitais que darão suporte ao ensino à distância. Essas instituições comprarão o livro e/ou periódico em formato digital no sentido de disponibiliza-lo às bibliotecas associadas.
O e-book tem causado efeitos perceptíveis na editoração, em particular, em relação aos novos suportes.
As tecnologias vêm causando impactos importantes no “fazer” do editor, pois este que era uma figura estratégica e necessária na escolha, tratamento e distribuição do livro, hoje vem sendo, não raras vezes, substituído por outros profissionais. Por exemplo, antes o processo de editoração constituía basicamente por:
ü escolha do texto
ü preparação do texto
ü projeto gráfico
ü diagramação/editoração
ü realização do fotolito
ü impressão
ü lançamento/comercialização
No entanto, hoje o papel e a importância do editor está pautada mais na fase de escolha do texto, onde esse profissional tem que perceber quais são os melhores “originais” que darão bons livros ou que lhe garantirão uma boa vendagem. Assim, cabe também ao editor pensar qual será seu público consumidor e quais os suportes de informação que serão bem aceitos pelo mercado.O restantes das etapas muitas vezes estão sendo realizadas por terceiros.
Ademais, hoje todos podem editar, mediante programas de computador, e divulgar textos on-line, via CD-ROM etc. Segundo Chartier, “[...] a edição não é mais do que um ramo interior de uma empresa múltipla, que desenvolve muitas outras atividades”.
Para esse autor, o atual processo de desenvolvimento tecnológico está muito parecido com o projeto Iluminista, ou seja, o projeto das luzes onde se pensava a universalidade/interatividade dos indivíduos tendo como base a razão. Isso se dá diante das possibilidades múltiplas de divulgação de informações mediante vários suportes digitais e, em particular, com o grande avanço à democratização/propagação dessas informações via Internet.
Nesse contexto, as editoras “convencionais” estão perdendo espaço para empresas de multimídia. Essas empresas, segundo Chartier (1999), tem sua eficácia relacionada ao local onde estão implantadas e a suas capacidade de conseguir absorver investimentos.
Para o autor, pela própria característica multimídia (de interação e de rapidez de processar diferentes mídias) as grandes empresas estão “sufocando” as pequenas editoras. Desse modo, sucesso das empresas de multimídia se dá devido a:
ü vocação para a universalidade
ü maior possibilidade de leitura (Ex.: mídias que podem ser lidas em diferentes línguas)
ü capacidade de alcançar um público amplo
fácil assimilação da cultura de massa
A REDE DOS E-DIOTAS
A sofisticação
tecnológica é embalada pelas idéias antigas de que tempo é dinheiro e
informação é poder, acrescentada da sensação de que ficar longe do tempo real é
uma espécie de orfandade.
A euforia tecnológica se transforma, para muitos, em histeria e vai criando os
e-diotas - os idiotas da rede.
O e-diota, categoria
na qual, admito, muitas vezes, me incluo, é aquele que se sente perdido,
desamparado, porque esqueceu o celular em casa ou atende ao telefone quando
está dirigindo.
Uma reportagem
publicada pelo The Wall Street Journal detectou mudança de comportamento dos
americanos mais jovens, especialmente os engolfados pelos encantos da rede.
Constatou falta de educação e polidez, falta de disposição ao ritual do convívio.
O valor máximo é a inovação num ambiente virtual.
Conversa-se bem à
distância e administra-se mal a proximidade, uma óbvia e-diotice. Os seres
humanos perdem e as máquinas ganham interatividade. Difícil encontrar pessoas,
especialmente os mais jovens, hábeis em contar boas histórias, fazer relatos
interessantes sobre suas experiências, na admirável tecnologia do bate-papo.
Mas o e-diota é, no
geral, vítima de um equívoco - o de que excesso de informação significa
conhecimento.
A informação só vira,
de fato, conhecimento, quando podemos jogá-la num contexto, medir sua
importância, a partir de comparações.
For a disso, é um
exercício diário de alienação.
A rede dos e-diotas
se esquece de um princípio elementar das invenções.
Ao passarmos cada vez mais tempo presos a alguma tela, seja do computador, do
televisor ou celular, deixamos de lado a obviedade de que a tecnologia é
desenvolvida para ajudar as pessoas a viver e conviver melhor.
REFERÊNCIA:
CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. Tradução de Reginaldo Carmello Corrêa de Moraes. São Paulo: UNESP, 1999. 159p. (Prismas).
DIMENTEIN, G.Jornal Folha de São Paulo.Disponível em<http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/gilberto/gd290500.htm> Acesso em: 19.out.2004
Artigo.e-book.disponível em http://portner.sites.uol.com.br/empatia/ebook.htm . Acesso em: 19.out.2004
ECO, U. Da Internet a Gutenberg (Parte VI). Disponível em< http://www.clubedoprofessor.com.br/artprof/internetgutenberg.htm >.Acesso em: 19.out.2004
GUTENBERG, Johann Gensfleish. http://www.imultimedia.pt/museuvirtpress/port/frame9.html
WANDELLI, R. Entre pergaminhos humanos e bits eletrônicos:o livro na era do computador. Disponível em< http://www.escritoriodolivro.org.br/leitura/raquel.html > Acesso em: 19.out.2004
VILLAÇA,N Sobre Sobre O E-Book; Produção Editorial E Novas Tecnologias. Disponível <http://www.eco.ufrj.br/epos/artigos/art_nizia.htm>Acesso em: 19.out.2004
A ESCRITA DA MEMÓRIA. Disponível em: http://www.santoscultural.com.br/aescritadamemoria/site_pt/index.htm acesso em: 19 out. 2004